Julho 19, 2008
Conversas…
(L) -então foste ao banco?
(T) – sim fui..
(L) – e reclamas-te?
(T) – sim enviei à pouco um e-mail, a dizer o que se tinha passado. Agora é só esperar para ver o que dizem.
(L) – ha ha! Sabes, por vezes acho-te piada. Porque pensas que todo o mundo lê e responde a e-mails e que consegues tratar tudo pela net…lol… !!!
(T) – “ups!!!”
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PS: O Mundo não lê e responde a e-mails?
Junho 29, 2008
Time for a quote…
“Being busy does not always mean real work. The object of all work is production or accomplishment and to either of these ends there must be forethought, system, planning, intelligence, and honest purpose, as well as perspiration. Seeming to do is not doing.”
Junho 20, 2008
As Relações Públicas no Ensino Superior
Nos últimos anos a luta tem sido renhida principalmente porque se assiste a uma massificação do ensino superior por um lado e a uma diminuição dos candidatos ao ensino superior por outro. As Instituições de Ensino Superior (IES), quer sejam Universitárias, Politécnicas, públicas ou privadas sentem necessidade de se promover e de se dar a conhecer junto dos seus principais públicos, nomeadamente junto do seu público externo essencial – os alunos do ensino secundário.
Hoje em dia e graças às alterações legais que se verificaram no nosso país, os públicos das IES são mais abrangentes, note-se a título de exemplo, o acesso ao ensino superior dos maiores de 23 anos.
Pensar uma estratégia de Relações Públicas (RP) exige um conhecimento muito vasto de todos os públicos e principalmente das necessidades desses públicos. Conhecer os públicos potencia RP de qualidade. As acções de RP a desenvolver devem ter em conta a satisfação das necessidades dos públicos para que se consigam captar e fidelizar.
Actualmente os meios e instrumentos de RP utilizados pelas IES são muito idênticos e muitas vezes é necessário encontrar um meio que se destaque entre todos os outros para que haja impacto junto dos públicos.
Parece-me que em termos de RP, as IES têm pela frente um desafio, ou melhor, um grande desafio, no sentido de se destacarem das outras de forma a criar impacto, presença e distinção das acções que promovem.
Sem públicos diversificados e satisfeitos, as IES terão dificuldade em “sobreviver”!…
O Professor Ricardo Batista, autor deste texto, lecciona a disciplina de Relações de Públicas, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Para contactar o autor do texto: ricardobatista77@hotmail.com
Maio 31, 2008
The Curse of Knowledge

The Curse of Knowledge é uma das temáticas abordadas no livro Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die, é esse “percurso” que por vezes nos “entope” as ideias ou a forma de melhor nos expressar-mos expressarmos. No livro é referido que diversos estudos referem que quando temos um conhecimento sobre uma área especifica é-nos difícil perceber que como seria se não tivéssemos esse conhecimento. Isso por vezes torna-nos maus comunicadores. No livro é dado o exemplo de um advogado que não consegue explicar uma Lei de uma forma simples e coerente, pois devido ao seu extenso conhecimento de Códigos e Leis ele não consegue perceber no quão pouco nós entendemos sobre o assunto. Assim sendo quando ele se nos dirige fala com terminologias e de uma forma abstracta que não conseguimos acompanhar. Podemos ainda pensar no caso quando se fala com um Médico, quando ele nos tenta explicar um qualquer exame ou uma qualquer doença, não será semelhante?
Um exemplo que vem em Made to Stick:
“In the experiment they assigned people one of two roles – “tapper” and “listener.” The tapper would pick a well known song, such as “Happy Birthday” and tap it out on the table. The listener had to guess what the song was. Before tapping the song the tapper was asked to predict the probability that the listener would get it right – and they predicted 50%. When they actually tapped the songs, the success ratio was a whopping 2.5% – out of 120 songs, only three songs were guessed correctly. So what sounded like the perfect tune for the tapper actually sounded like some kind of weird tapping code for the listener. …)
Why?
(…)When a tapper taps, she is hearing the song in her head. Meanwhile the listeners can’t hear that tune – all they can hear is a bunch of disconnected taps, like a kind of a bizarre Morse Code.(…)
(…)It’s hard to be a taper. The problem is that tappers have been given knowledge (the song title) that makes it impossible for them to imagine what it’s like to lack that knowledge.”
Somos deparados com este tipo de situação no dia-a-dia e por vezes nem nos apercebemos. Falo por mim, por vezes, só depois de ver os resultados é que dou por mim a pensar “se calhar não me expliquei da melhor forma.!?!?! Mas não havia outra forma de explicar, ou será que havia?”
E nas empresas como é? Quando um CEO de uma empresa visualiza um caminho para a sua empresa, lança as directrizes e os funcionários não seguem esse mesmo caminho não estará o CEO a ser afectado pelo Curse of Knowledge?
Qual a melhor forma de contornar este tipo de situação?
Como é que vocês reagem quando se deparam com estas situações?
Maio 25, 2008
Serviço Público na CP

Onde? Estação de Comboios de Alcácer do Sal
Quando? Sábado, dia 24 de Maio, pelas 15h46m
Porque? Talvez os Comboios de Portugal (CP) saibam…
O título deste post também poderia ser “A arte de bem receber em Portugal”. Não sei se quer se o que aqui vai ser relatado entra dentro dos propósitos da criação do «WIIFY?». Mas acabo por considerar que a questão «What’s in it for you?» deve ser colocada aos Comboios de Portugal (CP).
A situação foi a seguinte… na Estação de Comboios de Alcácer do Sal estava eu e mais duas pessoas à espera do Comboio com ligação a Lisboa. À hora anunciada chega o comboio na linha nº2, dirijo-me ao comboio assim como um senhor americano (ou talvez inglês, embora com mais ar de americano) … ao entrar na carruagem vejo o, “pica” (não sei o termo técnico para a profissão), Operador de Revisão a dizer que «não» com um simples “abanar de dedo” ao Americano que se encontrava com uma bicicleta semelhante à da imagem que anexo a este post.
Sem qualquer palavra dirigida ao seu Cliente o “pica” Operador de Revisão, entra no comboio e dá instruções para que este siga viagem! O Americano perplexo com o sucedido, nem se mexeu e ficou a ver o comboio a afastar-se e ele sem poder ir para a “próxima paragem” porque tinha consigo uma bicicleta com a qual andava a conhecer Portugal! certamente esta foi uma atitude que “mudou a vida do turista”
No site na CP não encontrei qualquer referência à proibição da circulação de bicicletas.
Malbano encontrou no site a referencia ao transporte de bicicletas :
| Posso transportar a minha bicicleta no comboio? | ||
|
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Tem inclusive passagens de texto que contradizem a situação acima descrita…
Talvez o “pica”, Operador de Revisão, não tenha sido convocado para a acção de Formação “Cliente Satisfeito”. Uma pesquisa mais profunda pelo Site da CP, deparamo-nos com o Código de Ética que até tem várias passagens que vão contra o sucedido, tanto da parte da empresa como da parte dos seus colaboradores.
Aquando da presença na Bolsa de Turismo de Lisboa, certamente esta não seria a melhor imagem a prestar do maior Operador Ferroviário de Portugal.
Passo a palavra à CP com a simples questão de… «What’s in it for you?»
Maio 5, 2008
Louis Vuitton a necessitar de melhores Relações Públicas
Interessante este caso que tomei conhecimento através do PROpenMic. A história é relatada em poucas linhas…
Uma artista que dá pelo nome de Nadia Plesner, sentindo-se forçada a fazer algo para que os media olhem mais para causas como a guerra no Darfur, em vez de noticiarem a vida da Paris Hiton, decidiu criar uma t-shirt, com uma imagem estampada, que mostra uma vítima de guerra com uma mala Louis Vouiton (LV). Em resposta a esta atitude da artista, a LV responde com um processo em tribunal, que exige uma compensação financeira, por roubo de propriedade intelectual por cada dia que a campanha se mantenha.
Terá a LV agido da melhor forma?
Tal como transmiti no post de Helena Makhotlova, penso que não agiram da melhor forma. Isto é, o que julgo que teria sido uma melhor abordagem seria, um suporte à campanha, mas com a alteração do símbolo que surge no desenho criado pela Nadia Plesner. Pois certamente, e tendo em conta a mensagem que a artista quer passar, tal como foi a LV poderia ter sido uma qualquer marca de Luxo mundialmente conhecida.
Não ganharia a marca algum prestigio junto da sociedade, demonstrando Responsabilidade Social?
Ao invés…… e tendo em conta que é uma marca com um público muito especifico, seria do interesse da marca este tipo de responsabilidade social? Demonstrando preocupação social poderá não ser o campo desejado, mas julgo que seria a melhor forma de sair desta situação sem qualquer prejuízo para a LV. De referir ainda que o que está a provocar tudo isto é a forma como a LV reagiu, pois se nem se quer reagisse provavelmente não haveria tanto buzz à volta desta iniciativa.
Afinal de contas quem gosta de ter a sua marca associada ao Genocídio?
PS: nos entretantos the buzz on the net…
Technorati 247 blogs até ao momento;
Facebook com um, grupo sobre a campanha;
Em Portugal:
Abril 24, 2008
Parlamento vira 2.0
Post redigido à velocidade da “noticia” que agora me chama a atenção na TV. Foi criado um website sobre o Parlamento . Pelo que estive a ver no site, está bem pensado, de uma forma a aproximar a Sociedade ao Parlamento e aos trabalhos que por lá se fazem. Neste faz-se uma anologia, que costuma funcionar muito bem, comparando o debate politico a uma partida de futebol. Fica então algum humor na coisa! Para já um dos pontos a favor é o de não se esquecer de ninguém, desde as crianças aos mais experientes e claro não se centraliza apenas por Lisboa, e mostra os outros círculos Políticos do país.
Pois tal como o LPM já referiu, os deputados não têm a melhor imagem junto dos seus eleitores. Por isso esta poderá ser uma boa forma de alterar essa lacuna de comunicação, assim como a de dar um olhar mais “cusco” sobre os Deputados, o Parlamento e as suas actividades para lá da política.
De destacar ainda a ligação à web 2.0, com sites com o de.li.ci.us, facebook entre outras…
Abril 19, 2008
WIIFY?…
O nome deste blogue surge através do livro “made to stick“. Ao longo da leitura pelo mesmo, deparei-me com uma questão que é aplicavel a todos os aspectos da nossa vida… “what´s in it for you?“. Jerry Weissman, um dos muitos autores que é citado no livro defende que essa questão deve ser o aspecto central de todo e qualquer discurso/acção. Assim como o livro que ao longo das suas 291páginas refere por diversas vezes para nos focarmos no objectivo central da mensagem que pretendemos transmitir (core message).
Este blog será actualizado nem sempre com a mesma frequência, mas terá também como objectivo, trazer outras vozes da blogosfera/relações públicas até esta ágora da comunicação e Relações Públicas.


