05.05.08
Louis Vuitton a necessitar de melhores Relações Públicas
Interessante este caso que tomei conhecimento através do PROpenMic. A história é relatada em poucas linhas…
Uma artista que dá pelo nome de Nadia Plesner, sentindo-se forçada a fazer algo para que os media olhem mais para causas como a guerra no Darfur, em vez de noticiarem a vida da Paris Hiton, decidiu criar uma t-shirt, com uma imagem estampada, que mostra uma vítima de guerra com uma mala Louis Vouiton (LV). Em resposta a esta atitude da artista, a LV responde com um processo em tribunal, que exige uma compensação financeira, por roubo de propriedade intelectual por cada dia que a campanha se mantenha.
Terá a LV agido da melhor forma?
Tal como transmiti no post de Helena Makhotlova, penso que não agiram da melhor forma. Isto é, o que julgo que teria sido uma melhor abordagem seria, um suporte à campanha, mas com a alteração do símbolo que surge no desenho criado pela Nadia Plesner. Pois certamente, e tendo em conta a mensagem que a artista quer passar, tal como foi a LV poderia ter sido uma qualquer marca de Luxo mundialmente conhecida.
Não ganharia a marca algum prestigio junto da sociedade, demonstrando Responsabilidade Social?
Ao invés…… e tendo em conta que é uma marca com um público muito especifico, seria do interesse da marca este tipo de responsabilidade social? Demonstrando preocupação social poderá não ser o campo desejado, mas julgo que seria a melhor forma de sair desta situação sem qualquer prejuízo para a LV. De referir ainda que o que está a provocar tudo isto é a forma como a LV reagiu, pois se nem se quer reagisse provavelmente não haveria tanto buzz à volta desta iniciativa.
Afinal de contas quem gosta de ter a sua marca associada ao Genocídio?
PS: nos entretantos the buzz on the net…
Technorati 247 blogs até ao momento;
Facebook com um, grupo sobre a campanha;
Em Portugal:

FlaviaPM (Fefa-PT) disse,
Maio 5, 2008 às 17:09
Olá Tiago,
Também tomei conhecimento do assunto no PROpenMic, mas faltou-me o tempo para reflectir e dissertar sobre o tema.
Pensei o mesmo à respeito da marca, acho que foi um erro crasso utilizar o processo jurídico como resposta e concordo que deveria ter sido melhor estudada a abordagem e as alternativas da marca para colaborar ou dar algum suporte à iniciativa da artista.
Bruno Amaral disse,
Maio 9, 2008 às 16:57
Eles podiam ter feito uma de duas coisas simples: ignorado ou atribuido um donativo. Não sei é até que ponto poderá ou não afectar a marca. A verdade é que a responsabilidade social não é um factor de compra tão forte quanto gostaríamos que fosse.
Marta Azevedo disse,
Junho 13, 2008 às 9:44
Concordo com o Sr. Bruno Amaral! Infelizmente nós, profissionais de relações públicas, nem sempre podemos julgar que a responsabilidade social vai influenciar sempre positivamente cada empresa. Os casos têm que se analisados na sua particularidade. Estamos a viver um excesso de bondade, e quem se quer atingir já não está tão atento como se pretenderia.