04.24.08
Parlamento vira 2.0
Post redigido à velocidade da “noticia” que agora me chama a atenção na TV. Foi criado um website sobre o Parlamento . Pelo que estive a ver no site, está bem pensado, de uma forma a aproximar a Sociedade ao Parlamento e aos trabalhos que por lá se fazem. Neste faz-se uma anologia, que costuma funcionar muito bem, comparando o debate politico a uma partida de futebol. Fica então algum humor na coisa! Para já um dos pontos a favor é o de não se esquecer de ninguém, desde as crianças aos mais experientes e claro não se centraliza apenas por Lisboa, e mostra os outros círculos Políticos do país.
Pois tal como o LPM já referiu, os deputados não têm a melhor imagem junto dos seus eleitores. Por isso esta poderá ser uma boa forma de alterar essa lacuna de comunicação, assim como a de dar um olhar mais “cusco” sobre os Deputados, o Parlamento e as suas actividades para lá da política.
De destacar ainda a ligação à web 2.0, com sites com o de.li.ci.us, facebook entre outras…

Paulo Querido disse,
Maio 19, 2008 às 0:24
Viva
Desculpar-me-á, mas discordo.
Não vejo NADA de 2.0 naquele site além dos botões de partilha. É pouco, muitíssimo pouco. Nada, realmente.
Procuramos RSS, nada.
Procuramos uma pesquisa dentro da Assembleia – nada.
Procuramos pelo trabalho de um deputado – zero.
Procuramos contacto com um deputado ou com o parlamento — nada.
Uma mailing-list para receber as actualizações? Não tem.
Alguma espécie de interactividade com o leitor, para que este integre o site? Nem pensar nisso. Tem um mail para sugestões, sabe-se lá onde vai parar (nem testei).
É um site informativo bem esgalhado, nota-se o esforço por produzir informação sobre o parlamento, informação essa que nem é realmente jornalismo no sentido da notícia, mas integra alguns elementos e técnicas do jornalismo e da comunicação.
A aplicação Flash com os deputados é gira.
Ponto final parágrafo.
2.0, web social, não é nada daquilo.
Paulo Querido disse,
Maio 19, 2008 às 0:37
E leram os termos e condições?
Sabem que posso ser processado por fazer o seguinte, colar aqui em baixo o seguinte bocado de informação PÚBLICA, de que os termos e condições arrogantemente se dizem detentores dos direitos?
“Processo de ratificação do Tratado de Lisboa concluído
Facto relevante foi também a comemoração do Dia da Europa marcado pela ratificação do Tratado de Lisboa, após a aprovação pela Assembleia da República, o Senhor Presidente da República ratifica-o, não haveria melhor forma de assinalar este dia; esperamos que o processo de ratificação por parte dos 27 Estados Membro decorra até ao fim com normalidade, para que possamos ter regras mais expeditas de Governância da Europa a partir do próximo ano, é fundamental para o nosso desenvolvimento, para responder aos desafios da globalização e acelerar a estratégia de Lisboa, entre muitos outros temas.”
Se lerem atentamente, verão que naqueles termos e condições só um idiota enviará alguma coisa para lá. Um cidadão comum terá medo. Até é obrigado a ceder todos os direitos sobre o que envia.
Não. É um site engraçado e a equipa é porreira e os grupos fundadores respeitáveis e há umas nõ menos respeitáveis instituições que pagam aquilo.
Mas NÃO É um site web 2.0. E tem muito, mas muito caminho para andar até poder cumprir o que lá diz, e cito “o projecto é, eminentemente, de serviço público!” Para já, não cumpre.
E duvido que alguma vez cumpra. É um projecto editorial privado, bem apresentado, com uma equipa de luxo a fazer umas entrevistas a deputados. Teria de mudar radicalmente para ser serviço público.
Tiago disse,
Maio 20, 2008 às 13:06
Paulo,
Antes de mais obrigado pelos seus comentários, e a sua visita que tornou este post bem mais completo do que aquilo que na realidade o era. Pois “foi mais fundo” demonstrando que afinal o Parlamento ainda se mostra um pouco incipiente na era do 2.0.
De qualquer das formas considero que é sempre uma iniciativa a realçar, pois não deixa de ser um esforço, isto é, pelo menos não estão a ignorar na totalidade os internautas. E alguém, mesmo que com a ajuda de privados, se lembrou que seria boa ideia uma presença na internet abrangendo vários públicos.